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11 de Novembro, 2017 - 11:16
Janot desqualifica senador, tortura o artigo 46 da CF/88 e afronta o povo de MT

Os brasileiros que tem memória jamais se esquecerão do malfadado “Pacote de Abril”, lançado em abril de 1977, pelo general Ernesto Geisel, cujo conteúdo era os senadores biônicos, entre outras bizarrices.

Os senadores biônicos, metáfora originada de um seriado norte-americano, à época em exibição na TV Bandeirantes, não participavam das disputas eleitorais. Eram escolhidos e protegidos pelo presidente da República.

Falar em senador “voto zero” depois da redemocratização, de uma Assembleia Nacional Constituinte e da produção de uma Constituição Federal é zombar da história, debochar da luta dos que tombaram na defesa do direito de votar e de ser votado. O ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não se dá ao respeito e macula a função pública que exerce. É pequeno demais para continuar no MPF.

Esopo, personagem da mitologia grega, apregoava que a mentira foi criada por Dolos, o Deus dos enganos e das artimanhas. Se Esopo não mentiu, Janot é a reencarnação de Dolos. Ora, falta com a verdade; ora, se converte em cangaceiro da ordem constitucional.

O policial rodoviário Federal José Medeiros não é suplente de senador. Essa condição ou situação jurídica deixou de existir no dia 02 de janeiro de 2015, quando tomou posse como senador da República, por força do Artigo 46, parágrafo 3º da CF/88. Medeiros, portanto, não é senador biônico.

O imprudente comentário de Rodrigo Janot é asqueroso e improprio para alguém que tenha noção elementar de direito constitucional, o que parece não ser o caso do falso vestal que, agora, responde pela acusação de ter usado a PGR para fins não ortodoxos. A Constituição Federal, livrinho que Janot insiste em desrespeitar, faculta ao senador se licenciar para assumir cargo no governo federal e, a mesma CF/88 assegura ao suplente assumir a vaga.

José Medeiros foi eleito na chapa do então senador Pedro taques, tem, portanto, legitimidade para exercer o mandado e suas prerrogativas na mais absoluta plenitude, queira ou não Rodrigo Janot. Se legitimidade nasce apenas das urnas, pergunta-se: quantos votos Rodrigo Janot teve para chegar a procuradoria-geral da República?

Janot não teve votos virar chefe da PGR e nem teria usado de formalidade para conquistar o apoio do governo petista, segundo revelou Lula, em conversa grampeada com autorização judicial. “(…) Esse cara [Rodrigo Janot], se fosse formal, ele não seria procurador-geral da República. Ele tinha tomado no cu, tinha ficado em terceiro lugar. Esse é um dado (…)”.

Então, Medeiros é senador e tem legitimidade para exercer seu mandato, enquanto Janot não passa de mero falastrão que se considera acima do ordenamento legal. Trata-se de um fenômeno subjetivo; é ele e sua mania de grandeza. Como filho desta terra, apenas espero que Janot cale a boca e respeite MT.

Fonte: Edesio Adorno
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