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7 de Fevereiro, 2018 - 10:13
Pecuarista desaparecido em Juara foi assassinado por família de sua amante

Delegado de Polícia Civil de Juara Doutor Carlos Henrique Engelman declarou para a Rádio Tucunaré e site Acesse Notícias que desvendou o caso do desaparecimento do pecuarista Moisés Moraes cujo boletim de ocorrencias foi registrado no dia 31 de Janeiro.

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Sem citar nomes, o Delegado narrou os fatos apurados e anunciou que ao caso está esclarecido tendo o pecuarista sido assassinado por três pessoas a tiros de espingarda e depois foi queimado por três dias em uma fogueira.

Após informações colhidas e objetos periciados em locais ermos, entre a casa da pessoa até a estrada, onde a motocicleta do pecuarista foi localizada, a polícia civil passou a investigar a possível ocorrência de crime de homicídio, e através de indicações recebidas na tarde de ontem (05), os investigadores estiveram na casa de um casal, que mora próximo à residência da vítima. Após entrevistas, os convidaram para comparecer na delegacia. Ambos foram entrevistados de maneira separada e depois terminaram por confessar, que na tarde do dia 28 de janeiro, aproximadamente às 15 horas, juntamente com um vizinho do local e o filho maior de idade, munidos de três armas de fogo uma espingarda calibre 28, duas carabina de calibre 22 e 38, a mataram a vítima.

Trama

A mulher amante atraiu Moisés para a sua casa, o local do crime, prometendo a ele que teriam relação íntimas. Ocorre que o pecuarista e essa mulher mantinham relacionamento extra conjugal, tendo um caso amoroso com ela e que, ultimamente, estaria pressionando a mulher a deixar o marido para ir embora com ele e que, ele estaria ameaçando-a de mostrar imagens de seus encontros íntimos, onde ela estava nua.

Sentindo-se pressionada, ela contou para o marido e para o filho de sua relação amorosa com Moisés e desse momento em diante a família pediu ajuda do vizinho e tramaram a morte do pecuarista.

Inicialmente tentaram simular um acidente de trabalho, mas abandonaram a ideia inicial e assim a mulher atraiu a vítima para propriedade e quando Moisés chegou foi imediatamente assassinado com disparos de arma de fogo.

Em seguida enrolaram a vítima em plástico e colocaram na carroceria de um trator e transportaram o corpo para outro local e longe da sede, onde havia uma leira de madeira e atearam fogo no material, fazendo com que o corpo queimasse durante 3 dias, até que desapareceu por completo.

Após o crime, eles lavaram a motocicleta da vítima, pois estava suja com sangue da vítima, e em seguida, colocaram essa motocicleta sobre a carroceria de uma caminhonete, foram até a propriedade da vítima e pegaram uma mochila com os pertences e também uma arma de fogo e deixaram a motocicleta e essa sacola com documentos jogados no meio da estrada, que segundo eles, essa manobra tinha por objetivo despistar os policiais no momento de uma investigação, contou o delegado.

A polícia esteve na casa dos autores e encontrou as armas de fogo, levou todos os indivíduos envolvidos para a Delegacia de Polícia Civil, onde todos foram interrogados nessa madrugada. De forma detalhada cada um revelou como agiu.

A polícia foi até o local onde estava o corpo queimado e havia alguns resquícios de substâncias que possam ser restos de ossos e será levado para exames laboratoriais da POLITEC.

Tipificação dos crimes

Um dos crimes apontados é posse irregular de arma de fogo, mas como a lei atribui a possibilidade de pagar fiança, os mesmos pagaram e foram libertados.

Quanto ao crime de homicídio, o delegado deixou claro que, os autores dos fatos não se encontravam em flagrante delito pelo cometimento do homicídio, responderão pelas penas aplicadas a esses delitos e o inquérito policial, que corre na delegacia está tramitando, devendo ser concluido em 30 dias deve ficar pronto para ser encaminhado ao judiciário.

Apesar dos comentários na rua, a solução desse crime foi simples, onde todos os elementos foram angariados e com tranquilidade podemos afirmar que o caso está resolvido, disse.

No momento o casal e o filho inicialmente cometeram um homicídio direto e qualificado, por motivo fútil, posse irregular de arma de fogo e ocultação de cadáver.

A filha do casal não participou diretamente e nem esteve presente homicídio, no momento de ocultar o cadáver ela ajudou no transporte do cadáver até o local onde foi queimado, inclusive ajudando a juntar lenha sobre o cadáver e no caso, responderá por ocultação de cadáver.

O Delegado Doutor Carlos alerta, que durante o inquérito outros entendimentos podem ocorrer e eventualmente podem surgir novas responsabilizações.

A polícia de pronto percebeu se tratar de homicídio e partiram para uma investigação que levou rapidamente aos autores, pois a linha de investigação foi certeira.

Ao todo 7 armas de fogo foram apreendidas e as demais eram rifles e espingardas, sendo que todas as armas são ilegais e sem registros, ou seja, além dos crimes de homicídio e ocultação de cadáver, cada um que estava com essas armas responderão por posse irregular de arma de fogo também, disse Engelman.

A polícia não costuma dizer a pena de cada crime pois a tarefa da polícia é desvendar os fatos, encerrou o delegado.

Fonte: Acesse Notícias e Rádio Tucunaré
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