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10 de Abril, 2018 - 16:36
Venezuelanos fazem carteiras de trabalho e buscam emprego em Cuiabá: 'Somos gente boa e muito trabalhadora'

Estrangeiros devem permanecer na Pastoral do Migrante durante 45 dias, até conseguirem emprego para sustentar as famílias. Eles também pretender ajudar os parentes que ficaram na Venezuela. Os quase 70 venezuelanos que chegaram em Cuiabá, na sexta-feira (6), estão fazendo as carteiras de trabalho e esperam conseguir emprego para sustentar a família e ainda ajudar os parentes que continuam na Venezuela. Eles devem permanecer na Pastoral do Migrante durante 45 dias.


"Estamos muito agradecidos ao governo brasileiro, estamos muito agradecidos à gente de Cuiabá e só pedimos uma oportunidade porque somos gente boa e gente muito trabalhadora", declarou o carpinteiro Jesus Rafael Afonso.



Enyerlith Jimenez, operadora de circuito fechado, disse que estava em Boa Vista (RR) há quase cinco meses e que resolveram mudar de cidade porque lá a vida da família estava muito difícil.



"Como há muitos venezuelanos em Boa Vista e todos os dias chegam mais e mais, tem pessoas nas praças. Eu dormi dois dias na praça. Depois, passei 15 dias na Polícia Civil com minhas filhas e meu esposo", afirmou.Já a educadora Denis Gonzales não conseguiu trazer os filhos para o Brasil. Ela veio com o marido. Ela disse que espera arrumar um trabalho e que parte do dinheiro que ganhar deverá ser enviado aos parentes que estão na Venezuela.


"Um quilo de presunto lá (na Venezuela) custa 750 mil bolívares e eu prefiro comprar um quilo de arroz, mas eles te obrigam a comprar", disse.Os venezuelanos começaram a deixar o país em 2015 e buscam escapar de uma das maiores crises econômicas. Durante o governo de Nicolás Maduro, a inflação em 2017 chegou a de 2.600%.


O salário mínimo, de R$ 1,3 milhão de bolívares, não cobre os gastos com alimentos e produtos de higiene.



"Só dá para comprar um arroz e um açúcar. O frango não podemos comprar porque passa do salário mínimo", disse o carpinteiro Jesus Rafael.


 Venezuelanos fazem carteiras de trabalho e buscam emprego em Cuiabá (Foto: TV Centro América) No mês de fevereiro, o Brasil liberou cerca de R$ 190 milhões para ações humanitárias aos imigrantes do país vizinho. A Organização das Nações Unidas (ONU) está coordenando os trabalhos de ajuda aos venezuelanos.


A Polícia Federal informou que os processos de cadastramento e de regularização dos venezuelanos que chegaram em Cuiabá foram feitos em Roraima, onde também receberam atendimento médico e vacinação contra doenças, como caxumba e rubéola.



Segundo o representante do local, Dominikus Rato, eles devem receber novas carteiras de trabalho.




"Vamos registrar todos os nomes e a profissão que eles tem para facilitar a empregabilidade", contou.






 

Fonte: TV Centro América
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