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12 de Julho, 2018 - 14:00
Anestesistas denunciam novos casos em Cuiabá; estado de mulheres é grave

Vítimas operaram no Hospital Militar pelo programa de plásticas baratas; no mês de maio uma mulher morreu após fazer lipoaspiração no mesmo local. Duas mulheres foram internadas em estado grave depois de serem operadas pelo programa “Plástica para Todos” – que oferece cirurgias plásticas a preços mais baratos. No mês maio, uma mulher morreu depois de fazer a cirurgia pelo programa.

Os novos casos foram revelados pela Sociedade Mato-grossense de Anestesia (Soma), que denunciou a empresa particular – que realiza os procedimentos – ao Ministério Púbico Estadual (MPE). A situação também é acompanhada pelo Conselho Regional de Medicina (CRM).

De acordo com a Soma, as pacientes foram internadas – ambas em estado grave – nos hospitais São Mateus e Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá.

No São Mateus a internação ocorreu no sábado (7), após a mulher fazer a cirurgia plástica no Hospital Militar. Ela teve que ser operada novamente na segunda-feira (9), devido à gravidade da situação.

Em relação à outra mulher, a Soma não soube precisar o dia que ele foi internada na Santa Casa, mas a entidade ponderou que o estado atual da paciente também é considerado grave.

Os dois casos foram encaminhados em forma de denúncia ao MPE, que deve abrir um inquérito para investigar a empresa responsável pelo programa.

A Soma ressaltou que a empresa atua de maneira ilegal, agindo como uma espécie de intermediadora na captação de clientes por meio de anúncio na redes sociais.

A entidade detalha que depois que o serviço é vendido, a empresa contrata um médico de modo aleatório para fazer as cirurgias plásticas.

A Soma acrescenta ainda que o serviço é oferecido de maneira ilegal, antiética e que a empresa sofrerá as consequências legais por conta disso.

Morte da esteticista

No dia 13 de maio a esteticista Daniele Bueno foi internada em estado grave no Hospital Sotrauma, de Cuiabá, após fazer cirurgias de lipoescultura e mamoplastia no Hospital Militar, em Cuiabá, pelo programa Plástica Para Todos.

Daniele estava sofrendo uma hemorragia quando foi internada no Sotrauma. Em seguida, ela teve uma parada cardíaca e morreu.

No mês passado, a delegada Alana Cardoso - da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHHP) – afirmou que o laudo do Instituto de Médico Legal (IML) apontou conduta criminosa na morte de Daniele Bueno.

Com base nas informações do documento, a Polícia Civil abriu um inquérito para investigar a morte da esteticista.

Daniele pagou cerca de R$ 7 mil para realizar os dois procedimentos pelo programa Plástica Para todos.

Fonte: reportermt
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