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28 de Junho, 2019 - 16:28
Diretor do maior presídio de MT, três militares e mais 3 são indiciados por facilitarem a entrada de celulares na unidade

Suspeitos de ajudar e integrar organização criminosa estão presos desde o dia 18. Freezer recheado com mais de 80 celulares foi deixado na PCE e investigação chegaram aos diretores da unidade e aos militares.


O diretor e subdiretor da Penitenciária Central do Estado (PCE), três policiais militares e dois detentos da unidade foram indiciados nessa quinta-feira (27) pela Polícia Civil por facilitarem a entrada de celulares na unidade prisional - maior de Mato Grosso. Eles tiveram os mandados de prisão cumpridos no último dia 18 durante a Operação Assepsia.




A investigação foi conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado, que chegou até os servidores depois que um freezer 'recheado' com 84 celulares foi entregue na PCE no dia 6 de junho.



Revétrio Francisco da Costa, que ocupava o cargo de diretor da unidade, e o subdiretor Reginaldo Alves dos Santos foram indiciados por auxiliar organização criminosa e corrupção passiva - solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem - e deixar de cumprir o dever de vedar ao preso o acesso a aparelho telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação com outros presos ou com o ambiente externo.



Já os detentos Paulo César da Silva, conhecido como 'Petróleo', e Luciano Mariano da Silva, conhecido como 'Marreta, foram indiciados por integrar organização criminosa - promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por interposta pessoa, organização criminosa.


Os três militares Cleber de Souza Ferreira, tenente da Polícia Militar; Ricardo de Souza de Oliveira, subtenente da PM na Rotam, e Denizel Moreira dos Santos Jr, cabo da PM, foram indiciados também por auxiliar organização criminosa e corrupção passiva por ingressar, promover, intermediar, auxiliar ou facilitar a entrada de aparelho telefônico de comunicação móvel, de rádio ou similar, sem autorização legal, em estabelecimento prisional.



O advogado de Cléber Ferreira, Ricardo Monteiro, alega que a Polícia Civil e a Justiça Criminal não têm competência para investigar e julgar o crime. "Primeiramente não reconhecemos a Polícia Judiciário Civil como competente para julgar isso, para investigar esse caso, a prisão dele é ilegal porque foi julgada por uma juíza incompetente, porque como estavam em serviço quem tem competência para julga-los é a auditoria militar do estado de Mato Grosso, que é a 11ª Vara Militar.



Segundo ele, o tenente não participava de nenhuma organização criminosa. "Ele trabalha na inteligência da PM e atuou em várias ações que apreenderam toneladas de entorpecente, acha que ele se venderia por causa de celulares. Ma quando iniciar o processo vamos apresentar a nossa verdade, porque até agora foi a verdade da Polícia Civil", disse.



A reportagem tenta contato com os advogados dos outros indiciados.



No dia 6 de junho, na Penitenciária Central do Estado (PCE), foram localizados 86 aparelhos celulares, dezenas de carregadores, chips e fones de ouvido. Todo o material estava acondicionado dentro da porta de um freezer, que foi deixado naquela unidade para ser entregue a um dos detentos.



Para os delegados, a entrega dos celulares, promovida e arquitetada pelos servidores públicos, não foi a isolada e já ocorria há algum tempo.



As imagens de segurança mostram que uma caminhonete, de cor preta, chegou às 13h na PCE e entrou pelos portões da frente.

O freezer foi deixado e o veículo saiu do local. Cerca de 40 minutos depois os policiais chegaram na PCE em um veículo descaracterizado e não usavam fardas.





 

Fonte: G1 MT
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