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3 de Julho, 2019 - 13:30
Especialista vê MT privilegiado com acordo Mercosul-UE, mas teme desindustrialização nacional

O economista Peter Wilhelms, professor do Centro Universitário de Várzea Grande e mestre em agronegócio e desenvolvimento regional, avalia Mato Grosso será privilegiado com o acordo de livre comércio assinado entre Mercosul e União Européia no último dia 28 de junho, após duas décadas de negociação. Para o especialista, o acordo abrirá mercados para os produtos de MT, mas por outro lado, poderá prejudicar outros estados mais industrializados.


“Olhando a grosso modo, esse acordo com do Mercosul com a União Europeia vai proporcionar uma mudança grande na nossa economia e vai privilegiar as nossas exportações de produtos agrícolas, o que em um primeiro momento beneficia nosso Estado, porque nós somos produtores agrícolas e tem mercado para nós, mas em um outro momento isso vai abrir um mercado para eles lá na Europa dos produtos industrializados aqui no Brasil, mas em todo o caso, esse acordo abre nossos olhos para que a gente finalmente saia ou tente sair desse dependismo que temos com o capital estrangeiro já há muito tempo. É uma nova realidade onde nós temos que nos recapacitar, nos preparar para ser competitivo de uma vez, tanto em produtos agrícolas quanto em produtos industriais”, afirma.


A preocupação de Peter Wilhelms com o setor industrial se estende às montadoras. O documento prevê zerar tarifa de importação de veículos dos países da Europa em até 15 anos. Com isso, as indústrias nacionais ficariam em desvantagem, o que pode fazer com que as empresas prefiram importar veículos, gerando desindustrialização do setor e provocando milhares de desempregos.


 

O acordo ainda não tem data para entrar em vigor, pois precisa ser aprovado pelos congressos dos países envolvidos. Para Peter, o principal fator que deve ser levado em consideração é a redução na capacidade industrial, o que geraria um impacto econômico muito grande no país já que as empresas podem perder o interesse em continuar produzindo no Brasil por ser mais vantajoso importar os carros produzidos por eles.



“Se a gente olhar o momento atual e se nada for feito, com certeza isso vai gerar uma desindustrialização muito grande aqui no Brasil. Porque desde o início eles sempre tiveram essa vantagem com todos os governos que passaram, ou seja, você me dá a exclusividade de vender aqui no Brasil ou eu simplesmente vou embora. As indústrias europeias vão ser privilegiadas nesse acordo e as outras que não sou europeias que vão estar com o mercado brasileiro fechado. Será que empresas japonesas e americanas vão continuar querendo produzir aqui no Brasil tendo a concorrência direta das fabricas europeias?”, questiona.



Atualmente os carros importados de países da Europa e Ásia pagam imposto de 35%. Quando o acordo entrar em vigor, um montante de 50 mil veículos terá a alíquota de 35% reduzida pela metade por sete anos. A quantia de veículos vale para todo o bloco sul-americano. No Brasil, cerca de 32 mil carros poderão ser importados com esse desconto. Após os primeiros sete anos, a aliquota passará a cair gradualmente para todos os carros importados, até ser eliminada por completo em 15 anos.




Mercosul



O Mercosul é uma organização internacional constituída pela Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e tem como associados Chile e Bolívia. Criada em 1991, o grupo trata sobre políticas de integração econômica e no que diz respeito aos trâmites de importação ou exportação de mercadorias.



O acordo começou a ser discutido em 1999 e foi formalizado na última sexta-feira, 28 de junho. O presidente Jair Bolsonaro usou as redes sociais para comemorar o marco histórico. "Histórico! Nossa equipe, liderada pelo Embaixador Ernesto Araújo, acaba de fechar o Acordo Mercosul-UE, que vinha sendo negociado sem sucesso desde 1999. Esse será um dos acordos comerciais mais importantes de todos os tempos e trará benefícios enormes para nossa economia", afirmou o presidente em uma publicação nas redes sociais.



 

Fonte: OLHAR DIRETO
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