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4 de Julho, 2019 - 10:42
Única mulher representando MT na Câmara, deputada defende que mulheres do campo se aposentem mais cedo



Rosa Neide Sandes (PT) disse que a mulher do campo deve ser tratada com diferença, pois o trabalho rural é degradante.


A deputada federal Rosa Neide Sandes (PT) disse em um seminário que discutiu políticas públicas para mulheres, realizado em Cuiabá, que defende idade diferente para a aposentadoria das mulheres da zona rural. A deputada é contra a proposta do governo federal que aumenta a idade mínima e obriga tempo de contribuição para ter o direito.




De acordo com a deputada federal, as mulheres do campo merecem tratamento diferenciado pelo direito da aposentadoria, devido à vida difícil que levam.



“A mulher que vive no campo, quando chega ao 50 anos, tem aspecto de 70, é muito sofrimento”, declarou. Atualmente, a regra em vigência prevê as mulheres do campo se aposentem aos 55 anos de idade, sem precisar cumprir a exigência mínima de 15 anos de contribuição como é feita pelo trabalhador urbano.



A deputada se diz a favor da lei atual, porém, defende que a mulher do campo deve ser tratada com diferença, pois o trabalho rural é degradante. Ela disse que é contrária à votação do projeto da Reforma da Previdência da forma como está.



A proposta para a Reforma na Previdência Social entregue pelo governo ao Congresso Nacional No dia 20 de fevereiro propõe a alteração da aposentadoria para trabalhadores rurais. Com a mudança, mulheres e homens se aposentariam com a mesma idade, que é de mínimo 60 anos e 20 anos de tempo mínimo de contribuição.





Se as mudanças propostas pelo governo no sistema previdenciário forem mantidas na negociação com o Congresso e posteriormente modificadas o pequeno produtor ou trabalhador rural não poderá mais se aposentar apenas por idade, sem nunca ter contribuído.



Pela reforma do governo, para as mulheres, a idade deve subir de 55 para 60 anos, com a exigência do tempo de contribuição de 20 anos. Para os homens, a aposentadoria rural permaneceria a mesma, só mudaria a exigência de ter que contribuir no tempo mínimo previsto.



Rosa Neide disse ao G1 que a mulher trabalhadora rural não tem condições financeiras nenhuma para firmar o pagamento um tempo de contribuição para garantir uma aposentadoria.



“A mulher do campo não é uma pessoa que tem como contribuir diretamente para ter uma aposentadoria melhorada, a aposentadoria dela é de um salário mínimo. Então querer avançar sobre esse direito é poder tirar a condição da pessoa sobreviver e fazer economia em cima de que ganha um salário mínimo é uma perversidade sem tamanho”, declarou.



Segundo a parlamentar, com a proposta, o atual governo está querendo fazer uma economia de R$ 1 trilhão, mas R$ 800 bilhões vai ser em cima de quem ganha até três salários mínimos. Para ela, a reforma é uma "atitude maldosa e sem consciência".



“Esta reforma é uma reforma com bastante covardia ao povo brasileiro. É claro que tem que fazer ajustes na previdência, a gente está vivendo mais, mas tem que tirar realmente de onde tem recurso para tirar e não de quem sofre para sobreviver”, expressou.



 

Fonte: G1
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