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2 de Setembro, 2019 - 16:35
Governador de MT cobra do governo federal liberação do Exército para combate a queimadas

Conforme Mendes, até a manhã desta segunda, a autorização, por parte do Ministério da Defesa, ainda não havia sido encaminhada à 13ª Brigada.



O governador Mauro Mendes (DEM) cobrou do governo federal a liberação do Exército para atuar no combate às queimadas no estado. A cobrança foi feita nesta segunda-feira (2), em Belém (PA), durante o encontro dos governadores da Amazônia Legal Oriental, com integrantes do governo federal.




Conforme Mendes, até a manhã desta segunda-feira, a autorização, por parte do Ministério da Defesa, ainda não havia sido encaminhada à 13ª Brigada do Exército.




“Nós já encaminhamos a ratificação ao pedido e até agora não recebemos a ajuda que foi acordada durante a reunião em Brasília, na semana passada. E ratifico aqui novamente o pedido para que o Exército entre em Mato Grosso nos ajudando no combate às queimadas”, destacou.




O ministro da Defesa, que também participou da reunião, informou ao governador que “já está autorizado ao Comando Militar do Norte, localizado na região de Belém, comandado pelo general Paulo Sérgio, a apoiar as operações iniciais ao norte de Mato Grosso”.



A reunião também contou com a participação dos ministros Ricardo Salles (Meio Ambiente), Tereza Cristina (Agricultura), Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Jorge Oliveira (Secretaria-Geral da Presidência), além dos deputados federais Neri Geller e Juarez Costa, dos representantes do Ibama, Funai e Exército e dos governadores do Amapá, Maranhão, Pará e Tocantins.



Na reunião, Mato Grosso apresentou todas as ações que estão em andamento, no que diz respeito ao combate às queimadas, desmatamento ilegal, na conscientização da população e na recuperação da imagem do Estado, tanto dentro Brasil, como no exterior.




“Nesse curto período realizamos operações em parcerias com vários órgãos, como o Ibama, que já deram resultados positivos, como a aplicação de mais de R$ 100 milhões em multas, prisão de oito pessoas e apreensão de dezenas de equipamentos”, destacou, lembrando que esses números são resultado das operações das duas últimas semanas.




Outro dado apresentado foi o decreto publicado no estado que suspendeu, temporariamente, as autorizações de desmatamento, mesmo que legal, até o dia 30 de novembro, como também a prorrogação do período proibitivo de queimadas.




Aos governadores e aos representantes do governo federal, Mauro Mendes ressaltou que está fazendo tudo que for possível para que a ilegalidade seja combatida no estado e que não haja impunidade para aqueles que praticaram o crime ambiental.




“Vamos utilizar o Sistema Planet, financiado com dinheiro de organismos internacionais, para acabar com a impunidade. Por esse sistema temos como prevenir que o desmatamento ilegal seja realizado em grandes áreas, por monitorarmos a floresta em tempo real. Não iremos dar vida fácil para quem pratica qualquer dano ao meio ambiente”, frisou.




Outro pedido feito por Mauro Mendes foi relacionado ao custeio das operações realizadas pelo estado para combater as queimadas.




“Preciso ratificar aqui aquilo que outros governadores já falaram, nós precisamos falar objetivamente sobre recursos para o meio ambiente e para as ações realizadas pelos Estados. Temos algum nível de recurso internacional e aquilo que cada Estado tem aportado. Contudo, neste momento o que nos parece mais claro e objetivo são os valores que podem ser disponibilizados via Lava Jato, já que tem uma pré-disposição do Judiciário. Peço que o Governo Federal entre nesse circuito fazendo um alinhamento rápido e objetivo, para que tenhamos rapidamente esses recursos nos Estados”, defendeu.



Mauro Mendes também destacou que com o trabalho conjunto e recursos financeiros será possível conter as queimadas nos próximos dias. Contudo, ele ressaltou a importância de se debater o combate ao desmatamento ilegal.





O ministro Onyx destacou que o Governo Federal tem dado uma resposta rápida a essa questão e de forma equilibrada, tanto no Brasil, como no exterior. Ele ponderou que em todas as regiões em que for necessária a atuação conjunta entre governo federal e estadual será feita. “Tanto nas questões climáticas, como também nas estruturais”, assegurou.






 

Fonte: G1 MT
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