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9 de Setembro, 2019 - 09:30
Gaeco prende tenente-coronel da PM investigado por organização criminosa, falsidade ideológica e fraude processual em MT

Tenente-coronel era um dos alvos de operação, mas não foi preso porque tinha um habeas corpus que impedia a prisão. O militar já saberia da operação um mês antes dela ser deflagrada.



O tenente-coronel Marcos Eduardo Ticianel Paccola, da Polícia Militar de Mato Grosso, foi preso na noite desse domingo (8) pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), em Cuiabá. Paccola é um dos policiais militares investigados na Operação Coverage, terceira fase da Operação Mercenários, realizada no mês passado.





A prisão de Paccola foi confirmada pela assessoria do Ministério Público Estadual (MPE) nesta segunda-feira (9). O órgão ainda divulgará informações e detalhes sobre a prisão do militar.




O tenente-coronel era um dos alvos da operação, mas não foi preso porque tinha um habeas corpus que impedia a prisão. O militar já saberia da operação um mês antes dela ser deflagrada.




Paccola e outros quatro oficiais da Polícia Militar foram denunciados pelo MPE pelos crimes de organização criminosa, embaraço de investigação em três inquéritos, falsidade ideológica, fraude processual e inserção de dados falsos em sistema de informações no âmbito da




Além de Paccola, foram denunciados o 2º tenente da PM Cleber de Souza Ferreira, o tenente PM Thiago Satiro Albino, o tenente coronel PM Sada Ribeiro Ferreira e o 3º sargento PM Berison Costa e Silva.




O G1 tenta localizar a defesa dos denunciados.




Além da condenação pelos crimes praticados, o Ministério Público requereu que, ao final da ação penal, seja decretada a perda definitiva do cargo público dos cinco réus.




Denúncia



 




Consta na denúncia, que os oficiais militares utilizaram-se de seus cargos e funções de relevância para fomentar esquema criminoso voltado à adulteração de registros de armas de fogo, mediante falsificação documental e inserção de dados falsos em sistema informatizado da Superintendência de Apoio Logístico e Patrimônio da Polícia Militar.




Uma das armas de fogo que teve o registro adulterado, adquirida por um dos denunciados, segundo o Ministério Público, teve como objetivo ocultar a autoria de sete crimes de homicídios, sendo quatro tentados e três consumados, ocorridos entre os anos de 2015 e 2016, praticados pelo grupo criminoso conhecido como “Mercenários”.




Os promotores de Justiça também apresentam a correlação das ações ilícitas dos denunciados com as investigações da operação “Assepsia”, a partir da análise dos dados extraídos do aparelho celular do 2º tenente PM Cleber de Souza Ferreira, apreendido durante o cumprimento de buscas e apreensões realizadas no âmbito da referida operação.




Segundo o MP, em uma das conversas por WhatsApp do 2º tenente com a sua namorada, ele manifesta preocupação em resolver duas ocorrências relacionadas à apreensão de uma arma e de 86 celulares apreendidos e escondidos em um freezer localizado no interior da Penitenciária Central do Estado (PCE).




 



Sirgaf



 




O Sistema de Registro e Gerenciamento de Armas de Fogo da Polícia Militar, conforme o Gaeco e a Promotoria Militar, foi utilizado pelos oficiais denunciados para executar diversos ilícitos, na tentativa de obstruir investigação criminal da referida organização criminosa.




Foram inseridas declarações falsas em Registro de Autorização de Cautela de Arma de Fogo e também dados falsos no próprio sistema da PM. A intenção, conforme o Gaeco, era dar aparência de legalidade a documento ideologicamente falso produzido.




Na denúncia, composta de 74 páginas, o Ministério Público discorre sobre sete fatos envolvendo os oficiais da PM que, segundo o Gaeco, comprovam a ocorrência dos crimes praticados. A ação penal tramitará na Décima Primeira Vara Criminal da Comarca de Cuiabá.





 

Fonte: G1 MT
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