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16 de Outubro, 2019 - 17:28
Direito desde junho de 2019, reconstrução de mamas pode ‘devolver’ autoestima, diz cirurgião

 


 


O tratamento do câncer de mama traz uma série de consequências para o corpo das mulheres – as maiores afetadas pela doença em todo o mundo. Dentre as piores delas, estão a perda da autoestima, seja pela queda dos cabelos, decorrente da quimioterapia, ou pela mastectomia, cirurgia de retirada de uma ou das duas mamas. A reconstrução por meio da cirurgia plástica, no entanto, é um direito de todas as brasileiras desde junho deste ano, pelo SUS. Segundo o cirurgião Elson Adorno, uma das funções de sua profissão é de devolver a autoestima nestes momentos.


“O câncer de mama pode ser detectado em fases iniciais, em grande parte dos casos, aumentando assim as chances de tratamento e cura. Todas as mulheres, independentemente da idade, podem conhecer seu corpo para saber o que é e o que não é normal em suas mamas”, explica o cirurgião.


Elson é especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e em Cirurgia Plástica pelo MEC, preceptor do Programa de Residência Médica De Cirurgia Plástica do Hospital de Base de Rondônia, docente do curso de medicina do UNIVAG, diretor e coordenador do curso Advanced Trauma Life Support-ATLS, Núcleo Campo Grande/Cuiabá; instrutor do curso Pré Hospital Trauma Life Support, Núcleo Campo Grande; instrutor do curso Disaster Management and Emergency Preparedness Course- DMEP, Núcleo USP/HC-São Paulo e Instrutor do Curso Nacional de Normatização de Atendimento ao Queimado-CNNAQ.


 


Ainda segundo ele, a maior parte das mulheres descobre a doença por meio do autoexame. E é por isso que o ‘Outubro Rosa’, que surgiu nos Estados Unidos no século XX, chama a atenção para a necessidade da prevenção e importância do diagnóstico precoce.


As pacientes com câncer de mama são acompanhadas ao longo do tratamento por uma série de especialistas, dentre deles, o cirurgião plástico. “O grande papel do cirurgião plástico é atuar na reparação do dado causado pela doença, melhorando não só a parte física, mas também devolvendo a autoestima das pacientes. A Cirurgia reparadora está indicada nos casos de retirada parcial ou total da mama acometida pela doença. Dentro do arsenal terapêutico, temos uso de espansores, implantes mamários, enxerto de gordura, retalhos musculares do próprio corpo da paciente dentre outros”, garante Elson.


Para decidir qual o melhor momento e qual o melhor procedimento a se fazer, a paciente deve ser avaliada pelo cirurgião plástico e também pelo mastologista e o oncologista. “Os procedimentos podem ser realizados no mesmo tempo da retirada do tumor ou posteriormente, após a quimioterapia e radioterapia. O importante é que sempre haverá a opção e a oportunidade para a reconstrução da mama mastectomizada. Nós, profissionais da área da saúde, sempre aprendemos muito com nossas clientes, pois são guerreiras e tem consigo muito aprendizado de vida para nos ensinar”, finaliza.


 












 


 




 


 

Fonte: A Folha do Medio Norte
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