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19 de Novembro, 2019 - 15:04
Corpo de ex-piloto de Stock Car Tuka Rocha é enterrado em São Paulo


O corpo do ex-piloto de Stock Car Tuka Rocha, um dos mortos após a queda de um jato executivo em Maraú, no baixo sul da Bahia, foi velado e enterrado nesta terça-feira (19), no Cemitério do Morumbi, na Zona Sul da cidade de São Paulo.




O corpo foi foi transferido de Salvador para São Paulo, na noite desta segunda-feira (18). A informação foi confirmada pela assessoria do ex-atleta.

Tuka foi a terceira morte confirmada após o acidente, que ocorreu na quinta-feira (14). Outras sete pessoas continuam internadas.



O avião pegou fogo após cair. Tuka teve 80% do corpo queimado. Inicialmente, ele foi levado para o Hospital Municipal de Salvador. Na sexta-feira (15), o ex-piloto foi transferido para o Hospital Geral do Estado (HGE).



A unidade é especializada no tratamento de queimaduras. A morte de Tuka foi confirmada na manhã de domingo (17) pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). O corpo do ex-piloto foi liberado do Departamento de Polícia Técnica (DPT) da capital baiana na tarde de domingo.



Em 2011, Tuka já tinha escapado de um grave acidente, quando o carro que ele pilotava em uma competição pegou fogo, no Rio de Janeiro. Ele conseguiu se jogar do veículo.


Tuka foi tricampeão brasileiro de Kart. Durante a carreira, disputou mais de 100 Grandes Prêmios na Stock Car e venceu a etapa de Ribeirão Preto, em 2015. Recentemente, Tuka trabalhava com coach de jovens pilotos. Ele era solteiro e não deixa filhos.






Vítimas






A queda do jato executivo aconteceu na pista de pouso de um resort de luxo que está desativado. Morreram Maysa Marques Mussi, de 27 anos, e a irmã dela, a jornalista Marcela Brandão Elias, de 37 anos.



Maysa era casada com Eduardo Mussi, irmão do deputado federal Guilherme Mussi, desde setembro deste ano. O casamento foi em Itacaré, no sul baiano. Eduardo também ficou ferido no acidente e segue internado no HGE, em Salvador.


De acordo com informações do Departamento de Polícia Técnica, o corpo de Maysa já foi liberado. No entanto, até a última atualização desta reportagem, ainda não havia sido transferido.



O corpo de Marcela, carbonizado após a aeronave pegar fogo, foi transferido do DPT de Ilhéus para Salvador. Os peritos aguardam exames solicitados à família da vítima para fazer a identificação oficial por meio da arcada dentária.



O marido e o filho de Marcela, Eduardo Trajano Elias, de 38 anos, e o filho dela, Eduardo Elias, de 6 anos, também estavam no avião e tiveram queimaduras. Eles seguem internados no HGE.



Os outros ocupantes da aeronave que ficaram feridos e estão internados em hospitais da capital baiana são:







  • Aires Napoleão, de 66 anos, que pilotava o jato



  • Fernando Oliveira Silva, de 26 anos,



  • Marcelo Constantino, de 28 anos, neto do Nenê Constantino, fundador da Gol



  • Marrie Cavelan, de 27 anos







Segundo o secretário de saúde do estado Fábio Vilas-Boas, os pacientes chegaram no HGE com níveis de gravidade diferentes, entretanto, todos estão com o estado de saúde considerado grave. "Queimaduras de terceiro grau e que merecem a atenção de um centro especializado".



De acordo com Fábio Vilas-Boas, alguns pacientes apresentaram melhoras e estão em processo de fisioterapia. Outros permanecem respirando com a ajuda de aparelhos.


"Nós temos pacientes que já estão em processo de fisioterapia, aqueles que não tiveram queimaduras nos membros inferiores, mas temos pacientes que permanecem em ventilação mecânica e que inspiram cuidados", explicou Fábio Vilas-Boas.



O secretário de saúde informou que alguns dos pacientes devem ser transferidos para São Paulo nos próximos dias após pedidos das famílias.



"Cerca de três ou quatro pacientes já estão em condições de serem preparados para serem removidos nos próximos dias", disse o secretário de saúde do estado.






Acidente

O acidente ocorreu pouco depois das 14h da quinta-feira, em uma pista de pouso no distrito de Barra Grande, que pertence a Maraú.

O jato executivo decolou do aeródromo de Jundiaí (SP), às 11h, com destino ao município baiano, segundo informações da Voe SP, que administra o terminal, e da Força Aérea Brasileira (FAB).



Conforme registro da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave, um bimotor Cessna C550 fabricado em 1981, de prefixo PT- LTJ, estava em situação regular.




Militares do órgão estiveram no local do acidente, na sexta-feira, para coletar dados que possam auxiliar nas investigações que vão apontar as causas da queda. Não há previsão de quando a apuração vai ser concluído.





 














 

Fonte: G1
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