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11 de Junho, 2020 - 17:07
Conselho de Medicina recomenda que Estado e municípios adotem medidas mais rígidas


O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) recomendou ao governo do Estado e aos 141 municípios mato-grossenses que adotem medidas mais rígidas de isolamento social, em decorrência do avanço da pandemia de Covid-19, o coronavírus, que resultou no colapso do sistema de saúde. Na terça-feira (09), o conselho promoveu uma reunião por videoconferência com diversas autoridades para discutir o protocolo de manejo clínico nos hospitais referência para tratamento da doença. 


Entre as recomendações está o pedido de um novo fechamento do comércio.


Durante o evento, os profissionais consideraram a nota técnica acerca da evolução da Covid-19 em Mato Grosso, trabalho desenvolvido pelos Departamentos de Matemática, Geografia e o Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Estado de Mato Grosso (UFMT), no qual foi projetado que Mato Grosso atingirá o número máximo de infectados pelo coronavírus até dia 3 de setembro, quando terá registrado 307.852 casos.


O aumento exponencial de número de casos que já se apresentou entre maio e junho, no entanto, foi acompanhado de medidas de flexibilização anunciadas por vários municípios e que, segundo o CRM-MT, devem ser revistas para conter a ascensão da pandemia no estado. Em um intervalo de um mês, entre 09 de maio e 09 de junho, os casos confirmados passaram de 502 para 4.504, ressalta o documento encaminhado pelo conselho.


O secretário estadual de Saúde Gilberto Figueiredo, que esteve presente na reunião, explicou que o Estado vem seguindo o plano de contingência que foi enviado ao Ministério da Saúde no mês de março, contudo mencionou que Cuiabá desabilitou injustificadamente 60 leitos que estavam incluídos nesse plano, o que influenciou negativamente no planejamento inicial.


Outro ponto levantado pelo documento é a ocupação dos leitos dedicados ao tratamento de Covid-19 que, segundo boletim epidemiológico divulgado pela pasta estadual, na última terça (09), alcançou 69,3% entre os leitos de UTI na rede pública estadual. No entanto, alguns hospitais de referência para o tratamento da doença, como é o caso da Santa Casa de Cuiabá e o Hospital Metropolitano de Várzea Grande, já estão em situação de colapso, como confirmou o secretário.


Nas unidades de saúde particulares o cenário é ainda mais alarmante, segundo o que disse a representante do Sindicato dos Estabelecimentos dos Serviços de Saúde do Estado de Mato Grosso durante a videoconferência. Há informações que leitos de UTIs e enfermaria já estariam com indicativo de taxa de 100% de ocupação.


Também participaram da reunião membros do Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual, Presidente do Sindicato dos Médicos do Estado de Mato Grosso, Gerente da Vigilância Epidemiológica, Diretor Clínico do Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá e representante do Hospital Universitário Júlio Muller. A Secretária Municipal de Saúde de Cuiabá foi convidada, mas nenhum representante apareceu. 


“Nesse contexto, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Mato Grosso, recomenda a Vossas Senhorias, que no uso da competência concorrente recentemente confirmada pelo Supremo Tribunal Federal, adotem ações mais rígidas em relação ao isolamento social e ao fechamento do comércio para encararmos aquela que se apresenta como sendo a fase mais crítica da pandemia da Covid-19 em nosso Estado. Sendo estas nossas considerações, o CRM-MT está à disposição para juntar esforços em benefício de toda a coletividade”, finaliza o documento.


 



 

Fonte: HNT
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