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1 de Outubro, 2020 - 15:25
Recuperação de rebanhos e metas de autossuficiência da China deverão forçar para baixo os preços da carne

A China deve movimentar o mercado de proteínas e provocar uma queda nos preços nos próximos anos, mostra relatório da Ágora Investimentos enviado a clientes na segunda-feira (28). A Ágora é uma das grandes corretoras de valores do Brasil na atualidade.

De acordo com a consultoria, informações do Conselho de Estado chinês revelam que o país asiático tem como meta 95% da autossuficiência em carne suína. A China também busca a autossuficiência básica em aves e ovos.

A peste suína africana encolheu os plantéis de suínos da China quase pela metade em 2019, o que impulsionou as importações e elevou os preços da carne suína a nível recorde.

O governo do presidente Xi Jinping lidera uma campanha para aumentar a eficiência e a segurança do setor de alimentos, reduzir o desperdício e aumentar o peso do abastecimento doméstico.

“Embora algumas dessas metas pareçam agressivas (por exemplo, entendemos que a China tem restrições de terra e água para o crescimento da produção de carne bovina), observamos que nosso cenário base assume uma queda cíclica para todos os preços de proteínas após 2021, conforme a China se recupera da peste suína africana”, dizem os analistas Leandro Fontanesi e Ricardo França.

Eles estimam que a autossuficiência da China (participação da produção doméstica no consumo total) neste ano é de 89% para carne suína, 96% para frango e 72% para carne bovina.

Se as metas do governo chinês forem atingidas, tudo indica que as importações de carne da China podem cair à medida que o país aumenta a produção de proteína.

Reflexos em soja e milho

Já a XP lembra que o crescimento do rebanho de suínos impulsionaria as compras internacionais de soja e grãos para ração. Isso ocorreria em um momento em que a China já é o maior comprador de soja e caminha para se tornar o maior importador de milho do mundo, afirma.

Para a corretora, o plano se trata de uma política de longo-prazo que reflete questões de soberania nacional e segurança alimentar do país.

“Na nossa visão, a questão central não é se o governo chinês será capaz de cumprir tal plano ou não, mas sim se a produção local se tornaria competitiva o suficiente versus as importações de países com melhores condições climáticas, maior oferta de grãos, etc.”, argumentou.




 




 

Fonte: Enfoque Business
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