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15 de Marco, 2021 - 13:16
China desacelera compras e deixa mercado da soja sem rumo. Queda no farelo mostra que plantel de suínos ainda não se recuperou

"A safra é grande, há muita safra boa. Temos muitas perdas, mas muita safra boa, é uma safra gigante e é isso que o mercado está vendo", explica Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting, ao Notícias Agrícolas, resumindo parte da pressão que foi sentindo nesta semana pelos preços da soja na Bolsa de Chicago.

Nesta sexta-feira (12), o mercado na CBOT fechou praticamente no 'zero a zero', com estabilidade entre as posições mais negociadas e oscilações que variaram entre 0,25 e 0,75 ponto, testando os dois lados da tabela. A semana foi bastante intensa e volátil para as cotações, principalmente com a chegada de novas estimativas para as safras da América do Sul.

Para o Brasil, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) revisaram seus números para cima, respectivamente, em 134 e 135,2 milhões de toneladas. Do mesmo modo, as bolsas de Rosário e Buenos Aires baixaram suas projeções para a colheita argentina, para 45 e 44 milhões de toneladas, "algo que também já vinha sendo esperado pelo mercado", diz Brandalizze.

Assim, com estes números conhecidos, o mercado vai começando a se voltar mais ao cenário norte-americano, com foco no clima para o início da plantio na safra 2021/22. E as condições começam a dar melhores sinalizações para o preparo de solo, início do plantio de milho no final de março, temperaturas voltando a subir e assim, esta nova temporada ganhando mais espaço, aos poucos, entre o radar dos traders.

DEMANDA

Do lado da demanda externa, o mercado acompanha uma China menos agressiva nas compras e mais ausente de novos negócios. Ainda como explica Brandalizze, a nação asiática já comprou boa parte de suas necessidades para o ano e deverá voltar ao mercado em um momento mais oportuno para si.

Mais do que isso, o consultor destaca ainda o alojamento de suínos um pouco menor do que o que vinha sendo esperado pelo mercado, promovendo também uma demanda acontecendo de forma mais cadenciada por soja em grão, uma vez que a necessidade imediata de farelo internamente também se mostra um pouco menor, ao menos neste momento.

Na análise de Brandalizze, o segundo semestre deverá trazer uma força maior da demanda da China por soja e mais produtos - como o milho, por exemplo. Assim, em uma posição mais favorável como compradores, a tendência é de que diluam mais suas novas aquisições nos próximos meses, garantindo boas oportunidades de preços.

"Os fatores que tínhamos já estão desgastados e precisamos agora de fatores novos", afirma Vlamir Brandalizze.

PREÇOS E NEGÓCIOS NO BRASIL

No Brasil, o principal pilar de suporte sobre os preços agora se dá com o dólar ainda bastante alto. Apesar da baixa acumulada na semana de 2,19%, a moeda americana ainda se mantém em R$ 5,55, o que garante bons indicativos à oleaginosa brasileira.

Todavia, Brandalizze alerta para a intensidade da volatilidade no mercado. Na última terça-feira (9), quando o dólar disparou após a decisão do ministro Edson Fachin sobre o ex-presidente Lula, os valores da soja nos portos davam chances perto de R$ 190,00 por saca, entre R$ 187,00 e R$ 188,00.

As correções marcadas nos dias seguintes, porém, promovem uma baixa de aproximadamente R$ 15,00 por saca para os preços observdos no final desta semana. "E ainda pode haver uma pressão maior de baixa nos próximos dias, com o dólar podendo cair um pouco mais diante da aprovação da PEC Emergencial e da volta do auxílio emergencial", diz.

Assim, o consultor afirma que o produtor brasileiro tem espaço para segurar um pouco mais suas vendas, podendo garantir momentos mais oportunos com a demanda melhorando no segundo semestre, ainda com algum suporte do dólar e também pela volatilidade que o mercado pode enfrentar na CBOT nos próximos meses com o mercado de clima americano.

Fonte: Noticias Agricolas
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