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18 de Janeiro, 2022 - 13:24
Especialistas reforçam que completar o ciclo vacinal é essencial mesmo para quem já teve Covid

Ministério da Saúde orienta que quem foi infectado pelo coronavírus deve adiar a vacinação por pelo menos quatro semanas após o início dos sintomas.

O avanço da variante ômicron fez com que muita gente adiasse a dose seguinte da vacina contra a Covid. Mas a imunização completa é essencial mesmo para quem já se infectou.

A dúvida se tornou mais frequente com o aumento dos casos.

“Uma das perguntas mais comuns que eu recebo dos meus pacientes na hora que eles estão se recuperando da Covid, já passou aquele susto, é quando eu posso me vacinar. Todos querem se vacinar exatamente por ter acabado de vivenciar a doença. E a resposta é exatamente essa: não deixe de se vacinar. Espere a sua vez, espere o seu prazo”, afirma a infectologista Rosana Richtmann, consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia.

O Ministério da Saúde confirmou a orientação: quem foi infectado pela Covid-19 deve adiar a vacinação por pelo menos quatro semanas após o início dos sintomas. Pessoas assintomáticas devem esperar quatro semanas a partir do primeiro exame de PCR positivo.

"A imunidade trazida apenas pela infecção pode diminuir rapidamente, mais rapidamente do que a imunidade dada pela vacina e, quando você nem percebeu, você já não está mais protegido pela imunidade dada pela infecção”, explica o geneticista Salmo Raskin, presidente do departamento científico de genética da Sociedade Brasileira de Pediatria.
Por isso, mesmo para quem já teve infecção pelo vírus da Covid, a vacina é essencial.

“Ela é um pacto de saúde coletivo, não apenas individual. Porque aí você tem aquela ação coletiva da vacina e o vírus fica sem ter onde ir, porque está todo mundo vacinado, está todo mundo imunizado”, destaca Flávio da Fonseca, presidente da Sociedade Brasileira de Virologia.

“A pessoa vacinada pode até transmitir o vírus, mas a carga viral é muito menor do que o não vacinado. Então, uma vez que eu estou vacinada, mesmo que eu me infecte, a quantidade de vírus que eu vou poder contaminar o outro é muito menor do que alguém não vacinado”, explica Rosana Richtmann.

Em vários aspectos, a proteção oferecida pelas vacinas é muito superior à imunização que pode resultar de uma infecção. Um estudo recente da Agência de Saúde do Reino Unido entre contaminados com a variante ômicron mostra que pessoas vacinadas com três doses têm uma redução de 88% no risco de hospitalização.

“Existem vários estudos mostrando que, por exemplo, pessoas que se infectaram e depois não se vacinaram têm uma chance cinco vezes maior de se reinfectar do que pessoas que nem se infectaram e receberam duas doses da vacina. Vacinar é muito mais seguro do que se infectar. Sem falar que a infecção pode arriscar a vida da pessoa e a vacina de modo algum. Mas, se alguém já se infectou, deve se vacinar porque aí sim a pessoa terá atingido o maior grau de proteção para hospitalização”, explica o geneticista Salmo Raskin.

Fonte: G1
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